1. Resumo de vinte e três anos de idade
O dia do meu nascimento foi comemorado com uma grande festa, parentes e amigos foram visitar minha mãe e a mim, e sempre recebia muitos presentinhos. Eu era gordinha, bochechas rosadas, muitos cabelos e quase não abria os olhos - fato que ocorreu até os meus dois meses de nascimento - minha mãe já apresentava sintomas de desespero quando finalmente resolvi conhecer o mundo. Com três anos de idade, as crianças normais querem brincar de boneca, escovar o cabelo da mãe, ou infernizar a vida do vovô e da vovó pedindo “pratinha” para comprar doces e balas, mas eu não. Ficava em casa o dia todo, de frente para a televisão assistindo filmes de princesas, animais falantes e canais educativos. Não vejo isso como um mau comportamento, eu apenas me desenvolvi intelectualmente mais que outras crianças. Quando entrei para a escola já sabia as letras do alfabeto, escrever o meu nome, contar até cinquenta, dentre outras façanhas.
Bem, criança quando se interessa por alguma coisa dificilmente se consegue convencê-la do contrário; sendo assim, até a minha formação básica de ensino me dediquei bastante aos estudos. Sempre era destaque nas atividades estudantis, exceto naquelas que exigiam muito esforço físico, e eu nem era muito reconhecida assim, como em toda escola, a atenção era voltada para os atletas e jovens voluptuosas que apreciavam o sabor da popularidade.
Na adolescência perdi muito tempo com vídeo games, uma fase em que eu queria ficar 24 horas elaborando estratégias para eliminar o inimigo virtual. Eh...nessa época já existia jogos eletrônicos - só para não restar dúvidas, eu tenho apenas vinte e três anos, o que me faz estar em plena juventude ainda.
A fase do vídeo game durou aproximadamente um ano, e depois disso eu me despertei para as maquiagens, roupas curtas, sapatos e bolsas. Meu primeiro namorado - se é que se pode chamar de namorado comparado ao que é hoje - foi com catorze anos. Ele se chamava Bernardo, líder do grupo de ciências - o sonho dele era salvar as baleias. Mas logo as nossas semelhanças começaram a ser um problema, ele achava que tínhamos que procurar pessoas que nos completassem e não que competissem umas com as outras, mas, o que ele entendia do assunto, pelo amor de Deus!... éramos adolescentes. Mas assim foi - ele me trocou por uma menina dois anos mais velha e jogadora de vôlei. O que ele não sabia é que ela estava com ele por interesse, pois ela era terrível em biologia.
Continua...
3 comentários:
Obrigada... é muito agradável ter um texto de qualidade pra ler no meio do dia... quando o trabalho aperta, dou uma pausa e viajo nos trechos dessa história, no minimo, muito divertida!
Bom texto pepes...e pessoal, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência
Postar um comentário